As provas da influência da atividade humana nas alterações climáticas são inquestionáveis. Diversas organizações das Nações Unidas alertam para os problemas enfrentados por muitas regiões e encorajam a criação de leis, políticas, estratégias e acções para proteger os direitos das populações afetadas pelas alterações climáticas. Onde se encaixam os engenheiros geógrafos/hidrógrafos nesta realidade? Que conhecimentos específicos têm estes profissionais para ajudar a comunidade global?
•Medição e monitorização de alterações: como resultado dos seus conhecimentos para a realização de medições espaciais, o Engenheiro Geógrafo/Hidrógrafo é estreitamente envolvido na monitorização de alterações espaciais. Normalmente, estas são determinadas em relação a um sistema de coordenada (ou de referência), sistema provavelmente também estabelecido por estes profissionais. Como qualquer sistema de referência, a sua estabilidade a longo prazo (ou, alternativamente, um conhecimento exato do movimento do sistema em relação ao tempo), é crucial para que os dados fornecidos pelos sistemas de monitorização globais possam ser interpretados corretamente.
•Medição e monitorização de alterações: como resultado dos seus conhecimentos para a realização de medições espaciais, o Engenheiro Geógrafo/Hidrógrafo é estreitamente envolvido na monitorização de alterações espaciais. Normalmente, estas são determinadas em relação a um sistema de coordenada (ou de referência), sistema provavelmente também estabelecido por estes profissionais. Como qualquer sistema de referência, a sua estabilidade a longo prazo (ou, alternativamente, um conhecimento exato do movimento do sistema em relação ao tempo), é crucial para que os dados fornecidos pelos sistemas de monitorização globais possam ser interpretados corretamente.
Mas a nível local o contributo é também importante pois importa assegurar a estabilidade dos marégrafos através da sua monitorização em relação a um conjunto de referências estáveis.
• Análise e integração de dados: uma peça importante em qualquer análise sobre alterações climáticas são os cenários “e se”, sendo que esta análise recorre frequentemente a Sistemas de Informação Geográfica (SIG). É então necessário assegurar não só que a informação que vai integrar os SIG é coerente, de qualidade, nomeadamente que está num mesmo referencial, mas também que as ferramentas disponibilizadas pelos SIG são capazes de efetuar as necessárias análises.
• Mitigação e adaptação: as medidas de mitigação dos efeitos das alterações climáticas onde os engenheiros geógrafos/hidrógrafos podem intervir: áreas urbanas/agregados populacionais: levantamento da malha urbana, questões de posse de terra, orientação das construções (maximizar a utilização de fontes de energia renováveis); áreas periurbanas (áreas de rápida urbanização, normalmente fortemente influenciadas pela migração rural-urbana): utilização de ferramentas espaciais de planeamento,novas abordagens para a resolução das questões de posse de terra; áreas rurais, incluindo zonas de pesca e extração de minérios (zonas em regressão por expansão das áreas urbanas): avaliar as áreas e uso do solo, colaborar na implementação de novas técnicas que permitam aumentar a produtividade agrícola (exp., agricultura de precisão com uso de GPS). Governação responsável . O papel do Engenheiro Geógrafo/Hidrógrafo
• Análise e integração de dados: uma peça importante em qualquer análise sobre alterações climáticas são os cenários “e se”, sendo que esta análise recorre frequentemente a Sistemas de Informação Geográfica (SIG). É então necessário assegurar não só que a informação que vai integrar os SIG é coerente, de qualidade, nomeadamente que está num mesmo referencial, mas também que as ferramentas disponibilizadas pelos SIG são capazes de efetuar as necessárias análises.
• Mitigação e adaptação: as medidas de mitigação dos efeitos das alterações climáticas onde os engenheiros geógrafos/hidrógrafos podem intervir: áreas urbanas/agregados populacionais: levantamento da malha urbana, questões de posse de terra, orientação das construções (maximizar a utilização de fontes de energia renováveis); áreas periurbanas (áreas de rápida urbanização, normalmente fortemente influenciadas pela migração rural-urbana): utilização de ferramentas espaciais de planeamento,novas abordagens para a resolução das questões de posse de terra; áreas rurais, incluindo zonas de pesca e extração de minérios (zonas em regressão por expansão das áreas urbanas): avaliar as áreas e uso do solo, colaborar na implementação de novas técnicas que permitam aumentar a produtividade agrícola (exp., agricultura de precisão com uso de GPS). Governação responsável . O papel do Engenheiro Geógrafo/Hidrógrafo
No topo da lista das mais importantes questões relacionadas com o meio ambiente num contexto global, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) coloca a necessidade de haver um enquadramento dos procedimentos da governação com os desafios da sustentabilidade global. Tal envolve implementar processos de governação e administrativos ambientais que sejam representativos, responsáveis, eficazes e transparentes.
• Medição e cartografia: a Terra e o Mar são dois componentes cruciais do ambiente global. No mundo moderno, o primeiro passo para a governação sustentável de um recurso é compreender as características ambientais destes recursos assim como a sua dimensão espacial. Neste contexto, é o Engenheiro Geógrafo/Hidrógrafo que realiza as medições que determinam as dimensões e a topografia quer da Terra quer do fundo do Mar. É também este que integra estes dados num SIG, o qual permite que sejam visualizados em formato digital, elemento basilar numa gestão e governação sustentáveis.
• Medição e cartografia: a Terra e o Mar são dois componentes cruciais do ambiente global. No mundo moderno, o primeiro passo para a governação sustentável de um recurso é compreender as características ambientais destes recursos assim como a sua dimensão espacial. Neste contexto, é o Engenheiro Geógrafo/Hidrógrafo que realiza as medições que determinam as dimensões e a topografia quer da Terra quer do fundo do Mar. É também este que integra estes dados num SIG, o qual permite que sejam visualizados em formato digital, elemento basilar numa gestão e governação sustentáveis.
• Administração e governação: as Diretrizes Voluntárias para a Governação Responsável da Posse da Terra, Pescas e Florestas no Contexto da Segurança Alimentar Nacional (FAO) definem os princípios e práticas que podem servir de referência para os Governos na elaboração das leis e na administração dos direitos relativos à terra, pesca e florestas. Esta governação: i) reconhece e respeita os proprietários legítimos e os seus direitos; ii) protege todos os titulares desses direitos contra ameaças e infrações; iii) promove e facilita o uso e a fruição desses direitos. Entre outras coisas, os Estados são encorajados a promover a recolha e manutenção de informação atualizada sobre a terra, recursos pesqueiros e florestas e a fazê-lo para que os direitos sobre a propriedade sejam transparentes. No ponto 17 do documento das Diretrizes Voluntárias está recomendado que “os Estados devem proporcionar sistemas (tais como registo, cadastro e sistemas de licenciamento) para o registo dos direitos de posse individual e coletiva a fim de melhorar a segurança destes direitos”. Na sua essência, estas tarefas caem diretamente dentro do domínio profissional do Engenheiro Geógrafo/Hidrógrafo.
• Ordenamento do território: na lista anteriormente referida, elaborada pelo PNUMA, o tema colocada em 11. º lugar está relacionado com a necessidade de aumentar a resiliência e sustentabilidade urbana. A chave para tal sustentabilidade encontra-se no conceito de cidades “verdes” ou “eco-cidades”que diferem das cidades convencionais porque“têm uma combinação vital de usos da terra dentro de suas fronteiras, produzem energia renovável e proporcionam oportunidades de transporte de baixo consumo”. É claro que o projeto de tais cidades exigirá equipas pluridisciplinares, sendo que o Engenheiro Geógrafo/Hidrógrafo deverá ser um dos elementos integrantes. Já o artigo “Coastal regions vital for economy”chama a atenção para uma recente proposta da Comissão Europeia no sentido do estabelecimento de um quadro para uma gestão costeira integrada e para o “planeamento espacial marítimo” de forma a obter-se uma melhor gestão de reivindicações divergentes e dos recursos marítimos. Neste quadro, os planos e as estratégias exigirão dados de elevada qualidade para avaliar a saúde do meio ambiente costeiro. A falta de uma garantia de qualidade de dados espaciais dificulta uma gestão eficaz, pelo que os Estados-membros da União Europeia terão de fazer um esforço para harmonizar os seus dados e torná-los consistentes com os dados reportados por outros países. (Também neste domínio, e à semelhança do artigo anterior, terão que ser criadas equipas pluridisciplinares, que integrem engenheiro geógrafos/engenheiros hidrógrafos capazes de assegurar a harmonização e consistência de dados).
• Ordenamento do território: na lista anteriormente referida, elaborada pelo PNUMA, o tema colocada em 11. º lugar está relacionado com a necessidade de aumentar a resiliência e sustentabilidade urbana. A chave para tal sustentabilidade encontra-se no conceito de cidades “verdes” ou “eco-cidades”que diferem das cidades convencionais porque“têm uma combinação vital de usos da terra dentro de suas fronteiras, produzem energia renovável e proporcionam oportunidades de transporte de baixo consumo”. É claro que o projeto de tais cidades exigirá equipas pluridisciplinares, sendo que o Engenheiro Geógrafo/Hidrógrafo deverá ser um dos elementos integrantes. Já o artigo “Coastal regions vital for economy”chama a atenção para uma recente proposta da Comissão Europeia no sentido do estabelecimento de um quadro para uma gestão costeira integrada e para o “planeamento espacial marítimo” de forma a obter-se uma melhor gestão de reivindicações divergentes e dos recursos marítimos. Neste quadro, os planos e as estratégias exigirão dados de elevada qualidade para avaliar a saúde do meio ambiente costeiro. A falta de uma garantia de qualidade de dados espaciais dificulta uma gestão eficaz, pelo que os Estados-membros da União Europeia terão de fazer um esforço para harmonizar os seus dados e torná-los consistentes com os dados reportados por outros países. (Também neste domínio, e à semelhança do artigo anterior, terão que ser criadas equipas pluridisciplinares, que integrem engenheiro geógrafos/engenheiros hidrógrafos capazes de assegurar a harmonização e consistência de dados).
Por Colégio Nacional de Engenharia Geográfica
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