quarta-feira, 21 de maio de 2014

Sistemas de Informação Geográfica ajudam empresas e organismos a planear territórios


A edição 2014 do Encontro de Utilizadores ESRI Portugal, onde se juntam especialistas e utilizadores de sistemas informáticos que auxiliam a gerir o território para os mais diversos fins, teve como grande conclusão a aposta no planeamento a longo prazo, com acesso a tempo real e com acesso simplificado às fontes que fornecem a informação.

Esta foi também a principal ideia transmitida por Miguel de Castro Neto, secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, que desafiou empresas e organismos oficiais a usar mais as apps e software multiplataforma de gestão e informacão geográfica para tirar mais partido dos recursos do País.

O secretário de Estado disse que foram criados novos empregos, serviços e negócios com a proliferação dos SIG e que já existem mais de sete mil recursos para ajudar a criar aquilo a que chama a “inteligência geográfica”. O Estado Português disponibiliza ainda o portal iGEO.pt onde todas as informações sobre as bases de dados de Património, Natureza e Ordenamento, com apps disponíveis para Android e iOS.

Miguel de Castro Neto revelou ainda que o Estado disponibilizou o código fonte para que todos os organismos públicos, empresas e universidades possam personalizar a plataforma tendo em conta as suas necessidades específicas.

Durante o Encontro de Utilizadores ESRI Portugal foram ainda apresentados três casos de sucesso da utilização das ferramentas deste organismo, mais concretamente o WebGIS e o ArcGIS.

Câmara de Matosinhos
O que era a princípio um módulo de informação pouco utilizado no sistema informático da autarquia nortenha, é hoje essencial e transversal a todos os gabinetes municipais. “Houve uma democratização do SIG”, disse Elsa Severino, responsável pela gestão deste sistema na CMM. Hoje está implementado um núcleo SIG na câmara que é autónomo e liderado por quatro pessoas. Esta autarquia tem 20 licenças do WebGIS para computador onde se consegue gerir desde equipamento municipal a jardins e trânsito.

Symington – Vinhos do Douro
Num processo inicializado em 2010, esta emprsa familiar de vinhos do Douro premium usa neste momento o ArcGiS para “saber em tempo real o que esta vindimado”, explicou Pedro Leal da Costa, director agrícola da Symington. Além deste recurso, a plataforma SIG utilizada serve ainda para fazer relatórios de produção, projecções e previsões de vindimas. Como a utilização das diversas castas é um processo de producão de vinho muito sensível, a Symington faz a gestão da área vindimada e usa as imagens de satélite para fazer o acompanhamento das culturas. A actualização do cadastro parcelar das áreas cultivadas, com a diferenciação por castas, é outra das vantagens em usar sistemas de informação geográfica, concluiu Pedro Leal da Costa.

Galp Energia
Roland Muggli, director da Galp Exploração e Produção, mostrou de que forma é que a empresa usa o WebGIS para identificar as áreas ideais para proceder a prefurações com o objectivo de encontrar hidrocarbonetos.
O sistema cobre todos os continentes e dá informação “valiosa e em tempo real” à Galp, confirmou Muggli. O mesmo responsável lembrou ainda que sem os SIG o trabalho eficiente de exploração e producão da Galp ficaria “bastante dificultado”.

Por PCGuia

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