terça-feira, 1 de abril de 2014

O contributo dos engenheiros geógrafos na mitigação das alterações climáticas e na governação responsável

Na Sociedade portuguesa, os poucos que conhecem a atividade dos engenheiros geógrafos/engenheiros hidrógrafos veem esta profissão como uma actividade ligada quase exclusivamente à Construção Civil. Dois artigos divulgados no final de 2013 – “Climate change and responsible governance:

The role of surveyors in assisting Small Island Developing States”1, de John Hannah2, e “Coastal regions vital for economy”

publicado na Revista “Port Engineering Management”3 – apontam formas de intervenção/colaboração daqueles profissionais e necessidades de trabalho nesta área específica do conhecimento, que podem contribuir para a mitigação dos efeitos das alterações climáticas e para melhores práticas de governação. Seguidamente apresentam- se alguns extratos destes artigos. Os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento são muito mais vulneráveis que as nações desenvolvidas. Um número substancial dessas vulnerabilidades está ligado às alterações climáticas e envolve decisões sobre o melhor uso da terra e de outros recursos. O Engenheiro Geógrafo/Engenheiro Hidrógrafo tem um conjunto diversificado

de capacidades que pode ser usado para fornecer os dados, as análises, as percepções e a compreensão necessária para ajudar a tomar essas decisões. As competências profissionais que formam uma parte essencial dos conhecimentos dos engenheiros geógrafos e hidrógrafos, enquanto não amplamente apreciadas ou compreendidas, são diversas, variadas e valiosas. De acordo com a definição destas competências dada pela FIG, estes profissionais têm as “qualificações académicas e as competências técnicas para realizar uma ou mais das seguintes atividades: determinar, medir e representar a Terra, objetos tridimensionais, campos de pontos e trajetórias; reunir e interpretar informações geograficamente relacionadas com a Terra; usar essa informação para o planeamento e eficiente administração da Terra, o Mar e todas as estruturas relacionadas e, para conduzir pesquisas sobre as práticas acima descritas e para desenvolvê-las”. 

1 Quatro países da CPLP - Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste - fazem parte do grupo dos 54 Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (PEI D).
De forma a chamar a atenção dos problemas enfrentados por estes estados a ONU decretou que 2014 é Ano Internacional dos PEI D.
2 Artigo disponível em www.fig.net/pub/monthly_articles/december_2013/hannah.html

Por Colégio Nacional de Engenharia Geográfica

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