O uso de Sistemas de Veículos Aéreos Não Tripulados (Sis VANTs) para obtenção de imagens aéreas para as mais diversas aplicações já é uma realidade. Fala-se em Sis VANT, pois trata-se de todo um sistema desenvolvido para operar uma aeronave não tripulada com eficiência e segurança.
Existem inúmeras opções no mercado, tanto de equipamentos nacionais como importados. Das mais diversas formas, tamanhos e preços. E não são equipamentos baratos. Por isso não podemos errar na escolha. Mas como fazer para chegar à conclusão de qual deles pode ser o mais util? Segundo pesquisa da MundoGEO, a maioria das empresas procura uma solução completa, sempre pensando no resultado final. Mas para chegar-se a este resultado, há um bom caminho a percorrer. Muita coisa precisa ser analisada e pesada.
Um bom começo é determinar o tipo de trabalho a ser desenvolvido com o Sis VANT, que tipo de terreno iremos cobrir, quais as condições para descolagem e pouso das aeronaves, o tamanho das áreas a serem fotografadas, a facilidade ou não de acesso a estas áreas, se vamos precisar de imagens georreferenciadas com grande precisão ou apenas saber se determinada área está sendo desmatada, invadida, ou com sua ocupação expandida. Estes fatores terão impacto diretamente no tempo de voo necessário para cumprir cada missão, e isso ajudará a definir qual a autonomia e alcance que seu Sis VANT deverá ter. Com esta primeira informação, já poderemos eliminar uma parcela dos sistemas existentes no mercado.
Agora temos que levar em conta outro fator: quanto maior a autonomia e alcance de voo necessário, maior será a aeronave e seu custo de aquisição e operação, e maior o tempo para treinao da equipa que deverá operar tal sistema. Além disso, quanto maior a aeronave, mais pesada ela é, como necessita de maior distância para pousos e descolagens. Neste ponto vale a pena avaliar se realmente eu preciso de um avião que voe cinco horas seguidas, ou se posso realizar cinco voos de uma hora. É preciso levar em conta que um piloto em terra deverá monitorizar todo o tempo em que a aeronave estará no ar.
A decisão deve ser tomada analisando todos estes fatores e principalmente a missão a ser desenvolvida. Se tenho pista de boa qualidade para descolar e pousar, se posso operar horas seguidas monitorizando uma área de grandes dimensões, o que deverá pesar será o custo de aquisição e operação de cada sistema.
E, no caso da fotogrametria aerea, existe um fator a mais a ser levado em conta: a condição climática, mais especificamente o calor. Com o avançar do dia, o sol vai aquecendo a terra, e dependendo do tipo de solo ele é mais ou menos aquecido. E este calor é irradiado para o ar sobre ele. O ar aquecido, por ser mais leve, começa a subir, gerando colunas de ar ascendente. À medida em que o calor vai aumentando, a velocidade de deslocamento dessas colunas de ar também aumenta. Com a subida do ar quente, uma camada de ar mais frio desce para ocupar o seu lugar. Temos, então, colunas de ar quente subindo e colunas de ar frio descendo, e este movimento gera o que conhecemos como turbulência.
Quantas vezes já sentimos o efeito desta atividade térmica em voos comerciais que fizemos, aonde ocorreu turbulência com céu limpo? E nosso VANT também sofrerá o efeito dessa turbulência. Conclusão: para trabalhar em fotogrametria aerea de precisão não dá para voar o dia inteiro, a não ser que não haja atividade térmica.
Continuando com a escolha da aeronave: VANT ou modelo aéreo? Afinal um VANT de pequeno porte e um modelo aéreo são tão parecidos, ou será até que não são iguais? A resposta é: não são iguais. A diferença fundamental entre VANTs e aeromodelos está na segurança operacional. Se formos num final de semana a qualquer clube de aeromodelismo, veremos que é comum a perda de aeronaves pelos mais diversos motivos. Por problemas na transmissão ou recepção do sinal de rádio controle, por perda do motor em voo, por quebra ou queima de um dos servos (motor que aciona as superfícies de comando), por falha estrutural, etc...
Para continuar a ler sobre como escolher o melhor Drone, veja este artigo na íntegra em http://mundogeo.com/blog/2013/07/15/quero-um-vant-e-agora/
Por MundoGeo

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